Ilha de Boipeba


 

A intervenção do homem é vista com ressalvas. Carros, por exemplo, são terminantemente proibidos, sequer há pontes ligando a ilha ao continente. Os únicos que trafegam por lá são os tratores que fazem a coleta do lixo. Caixas eletrônicos, câmbio de dinheiro ou qualquer coisa que lembre a “civilização” não tem vez nessa pacata ilha.

Ingleses, franceses, alemães, italianos e espanhóis já descobriram há muito tempo o sossego que impera por lá. E voltam ano após ano cada vez mais embasbacados

com o mar azul-turquesa e, tão transparente, que provavelmente só no Caribe se encontre algo semelhante.

Boipeba é um reduto de descanso, ideal para quem busca paz e serenidade. Se o agito faz parte de seus planos de viagem, o ideal é ficar na vizinha Morro de São Paulo. Mas a visita a Boipeba é obrigatória. Apenas por ser um dos lugares resistentes a explosão turística do litoral baiano, já valeria à pena. Mas a ilha é um lugar abençoado e há muito que ver por lá.

Durante o dia as piscinas naturais pedem uma visita. Moreré é a praia onde ficam as mais famosas, mas a belíssima praia da Cueira também não deixa por menos. O rio do Inferno é imperdível, principalmente no pôr-do-sol. No mais, um passeio (a pé, claro) pelo vilarejo do século 17 não deixa o visitante em dívida com a simpática população local.


A Ilha de Boipeba pede um turismo de sensações e muita observação. Não há impulso consumista que sobreviva ao clima de “comunidade alternativa” que reina por lá. O segredo é ir com o espírito desprendido, pronto para enfrentar muitas horas de viagem pelo mar para se deparar com um pedacinho do paraíso na terra ao chegar.

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