Cumbuco


A vontade de aprender o esporte, que exige pelo menos três ou quatro dias de aulas, é apenas um dos motivos para passar uma temporada em Cumbuco – muita gente costuma visitar a praia durante um bate-e-volta de van ou bugue com origem em Fortaleza. Outras razões para passar férias na vila são a inauguração, em outubro de 2010, do all-inclusive Vila Galé Cumbuco (que fica a 9 km do centrinho do povoado e tem spa, clube infantil, centro de convenções, quatro restaurantes, cinco bares e, a partir de 2012, campo de golfe) e o variado leque de atividades da praia.

 

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O programa mais popular (e obrigatório) da região é o passeio de bugue pelas dunas. Como acontece em Natal (RN), o turista pode escolher se o prefere com ou sem emoção. Na primeira alternativa, os veículos deslizam com mais velocidade pelas descidas e provocam uma gostosa sensação de montanha-russa natural. O passeio sem emoção é mais light, ou seja, o veículo circula pela areia mais devagar, evitando as manobras radicais. Seja qual for a sua opção, é importante tomar cuidado na hora de escolher o bugue, para garantir sua segurança. Apenas os veículos amarelos, com placa vermelhas, são credenciados à Cooperativa Cearense dos Proprietários de Veículos para Passeios Turísticos (Cooptur, tel. 85/3318-7309, sede na Av. dos Coqueiros, s/n, dentro do Centro de Apoio ao Turismo).
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A entidade, que aceita cartão de crédito para tours comprados em sua sede, vende passeios com roteiros definidos e preços tabelados. O mais curto leva cerca de uma hora e custa R$ 160 por veículo com capacidade para até quatro pessoas (com possibilidade de desconto para pagamento em dinheiro). Além de desbravar as dunas, o buque pára na lagoa do Parnamirim, onde o grande barato é escorregar pela areia sentado em uma espécie de prancha de madeira até cair na água. O popular brinquedo é conhecido localmente como esquibunda e custa R$ 5 se o visitante quiser se aventurar sozinho e R$ 7 se preferir a companhia de um guia. Neste último caso, é ele quem vai controlar a velocidade da descida, o que é ótimo para quem morre de medo de virar de ponta-cabeça e também para quem pára no meio do caminho antes de chegar à lagoa – isso pode acontecer quando o visitante crava as mãos na areia com tanta força que acaba brecando no meio do caminho. O ponto de partida acontece em barracas de sapé que também vendem bebidas para os sedentos. Entre elas e a lagoa, uma escadaria com degraus de pneus e corrimão de corda auxilia a fatigante subida da volta.
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Além de visitar a lagoa do Parnamirim e desbravar as dunas, quem faz um tour de duas horas (por R$ 220) passa ainda na lagoa do Banana e na Barra do Cauípe, a foz do rio homônimo também conhecido como lagoa do Cuípe. As duas contam com quiosques de sapé e espreguiçadeiras à beira d’água (ou melhor, dentro dela em alguns pontos), e a última tem um charme extra: é um dos cenários mais procurados pelos aprendizes de kitesurfe. Os esportistas ensaiam suas primeiras manobras no pedaço por causa das suas águas tranquilas, de pouca profundidade. E só encaram as ondas do mar após certo tempo de traquejo. Ali dá para observar à vontade os alunos. Quem vê as manobras mais de perto fica com muita vontade de colocar o pé na prancha. Aprender o esporte não é tão difícil, mas exige tempo e dedicação. As dezenas de escolas da região (muitas delas localizadas dentro dos próprios meios de hospedagem) organizam cursos básicos para iniciantes por preços que variam de R$ 500 a R$ 1.000 por oito ou dez horas, distribuídas em pelo menos uns três ou quatro dias. O importante é contratar professores credenciados e experientes. E uma dica importante: vale mais a pena se aventurar no esporte na época dos ventos mais alísios, de julho a fevereiro.

O centrinho de Cumbuco também tem várias escolas de kitesurfe, além de ser ponto de partida de passeios de bugue (além dos dois tours descritos, ainda há opções para praias mais afastadas, como Lagoinha ou Morro Branco ou Canoa Quebrada), burrico (R$ 10 por 20 minutos), quadriciclo (R$ 50 o aluguel por 40 minutos) e jangada (R$ 10 por uma hora). Quem gosta de curtir uma praia com bastante infraestrutura tem várias opções de barracas naquela localizada no centrinho do vilarejo. Uma das maiores é a Velas do Cumbuco (85/3318-7555), que tem até piscina aberta ao público (custa R$ 6 para nadar o dia todo).

Os curiosos em observar toda essa paisagem do alto podem ainda fazer um sobrevoo de helicóptero pela região, ao custo de R$ 1 500 a hora voada para até seis pessoas (preço para reservas feitas no Vila Galé Resort, cuja agência de viagens proporciona comodidade para o hóspede, embora cobre um pouco mais caro pelos serviços, por exemplo, o passeio de bugue de duas horas custa R$ 320 por lá). Lá do alto é possível vislumbrar vários dos elementos que embelezam o litoral cearense: os pontinhos coloridos das pipas de kitesurfes, as dunas, as falésias, as inúmeras barracas de praia e até os arranha-céus de Fortaleza, caso o passeio vá até a capital.

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