Quixadá


Cedro e galinha choca quixada ce

Quem passar por lá, pode conhecer o Açude Cedro, o mais antigo do Brasil. Com a construção iniciada em 1873, ele foi inaugurado somente em 1906, por Afonso Pena, e hoje se tornou patrimônio histórico da humanidade. O local é palco de rapel e trilha para os mais aventureiros. Em seguida, o visitante pode seguir para o Santuário Nossa Senhora Imaculada Rainha do Sertão, situado na Serra do Urucum, que conta com infra-estrutura completa de restaurantes, auditórios, pousadas e uma rampa para vôo livre.

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No Centro da cidade está o Chalé da Pedra, circundado pela Praça da Cultura, mas é a Lagoa dos Monólitos a atração mais nova de Quixadá, rodeada por um Parque Ecológico (anel viário da CE-285) com restaurante, calçadão, quadras, pistas de Off Road, Bike Cross e Motocross. Para finalizar, conheça a Pedra do Cruzeiro, com trilhas que levam até o topo, para observar a vista panorâmica da cidade; e a Serra do Estevão, que forma cachoeiras e lagos em períodos de chuva.

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Esportes Radicais:

Vôo Livre:
As fortes correntes de ar quente de Quixadá proporcionam longos vôos de parapente e Asa Delta.
Local: pista no Santuário Mariano Nossa Senhora Rainha do Sertão.
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Moutain Bike, Bike Cross e Motocross :
A vegetação proporciona diferentes níveis de dificuldade, incluindo um solo irregular, subidas e descidas.
Local: Lagoa dos Monólitos. Praticantes costumam se reunir ao final das tardes.

Off-Road:
O esporte nasce da dificuldade em acessar os sertões mais distantes da cidade e está incluso no Campeonato Cearense de Enduro.
Local: Parque Ecológico Lagoa dos Monólitos (circuito fechado).

Rapel:
Pedras com quase 90 metros de altura – monólitos quixadenses – permitem a prática.
Local: Pedra da Faladeira – Açude do Cedro, geralmente aos domingos.

Trekking:
Os passeios duram de 20 minutos a três horas, percorrendo de 1,2 a 6 quilômetros.
Local: trilhas do sertão, organizadas por agências de turismo.

Cedro II[1]

 A exuberância da fauna, da flora e das esculturas naturais entalhadas nas pedras da cidade é o visual ideal para os atletas

A decolagem de asa delta tem algumas particularidades, como por exemplo, a utilização de ventos com no mínimo 24Km/h, que são necessários para manter a asa planando

NATINHO RODRIGUES

Município do Sertão Central desponta como um dos principais pontos turísticos para a prática do esporte no Estado

A aventura radical deste domingo vai levar você para o melhor lugar do mundo para a prática do voo livre. No entanto, você vai se surpreender quando descobrir que esse lugar fica a apenas 170km da Capital cearense e também é bastante conhecido por seus monólitos de pedra, onde o mais famoso lembra uma galinha choca. Estamos falando do município de Quixadá e é pra lá que nós vamos em mais uma aventura radical.

E para nos explicar os segredos e as principais particularidades que atraem pilotos do mundo inteiro para esse pacato município do Sertão Central cearense, conversamos com Antônio Carlos Almeida, um pioneiro dos esportes radicais no estado.

Nossa aventura começa em uma localidade chamada Juatama. Foi lá que encontramos Antônio Carlos Almeida, um sujeito simpático, que em nada lembra os atletas de esportes radicais da atualidade. Foi ele quem nos apresentou ao local, nos levou até a rampa de salto dos parapentes e das asas deltas que fica situada nas dependências do Resort Pedra dos Ventos, de propriedade sua.

Logo na subida, o visitante experimenta a adrenalina do local, principalmente aqueles que nunca ali estiveram. A estrada é tão íngreme que só é possível encará-la de 4×4 na tração reduzida e mesmo assim, qualquer erro pode ser fatal. Entretanto, todo medo se transforma em contemplação quando se chega ao cume da montanha, local dos saltos que fica a 550m acima do nível do mar. O visual exuberante da fauna, da flora e das esculturas naturais entalhadas nas pedras pela ação das intempéries naturais por milhões de anos, é de tirar o fôlego.
Vale Monumental
Depois de alguns minutos inebriado pela vista, chegou a hora da ação começar. Mesmo como simples espectador, a visão da rampa de decolagem das asas deltas era algo muito assustador. Imagine algo como um grande escorregador que arremessa você em uma queda de 300m, que é a altura do desnível para o pouso oficial. A decolagem de asa delta tem algumas particularidades, como por exemplo, é necessário um vento com no mínimo 24km/h passando pela asa para que ela tenha sustentação e não entre em “estol”, que é quando o vento não tem força suficiente para manter a asa planando. Daí a tensão na hora da decolagem, pois, vai que o vento diminui mesmo na hora da corrida na rampa?

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