Galinhos


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Galinhos é um pequeno vilarejo de pescadores que está a 160 km da capital do estado, Natal. Com pouco mais de dois mil habitantes, a região é favorável para a pesca e concentra muitos cardumes de peixe-galo, mas de pequeno porte, daí o motivo de o município ter recebido o nome de Galinhos. Até 1973, o povoado pertencia a São Bento do Norte, e, no período colonial, as terras foram propriedades do padre jesuíta João de Melo, superior da Aldeia de Guajiru.
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Quem pisa nas areias de Galinhos, em geral, é o visitante que ‘garimpa’ por locais rústicos, sem badalação, sem alta gastronomia e que não se importa de deixar o carro do outro lado da península, atravessar de barco um pequeno braço de mar e caminhar por ruas de areia para curtir praias quase desertas e dunas. O sossego do povoado foi interrompido quando em agosto do ano passado o local serviu de locação para os capítulos iniciais da novela da Globo ‘Cama de Gato’. Passado isso, a paz voltou a reinar.

E foi essa tranquilidade que encantou europeus, em especial os franceses, donos da maioria das opções de hospedagens de lá. Sylvie Fleury é parisiense e há quatro anos construiu uma pousada em Galinhos. “Gostei daqui porque não tem agitação de local turístico e o clima é agradável o ano todo”, declarou.
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Como sol e vento nunca faltam por lá, graças à localização geográfica, Galinhos é pico para kitesurf. “De julho a fevereiro, os ventos estão fortes e regulares e também quase não chove”, explica o português Edgar Gonçalves, proprietário de uma escola de kitesurf, que desde 2007 mora neste pedaço do litoral do Rio Grande do Norte.

Atrações
Como ainda não há agências de turismo, os próprios nativos se organizam e se oferecem de guias para os turistas. ‘Seu Totó’ é um deles. Pescador aposentado, ele faz passeio de barco pelas praias de Galinhos e Galos – distrito do município de Galinhos. Para encontrá-lo é simples: basta perguntar por ele a qualquer morador e em instantes o barqueiro aparece para combinar o horário e o preço.

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No passeio de barco, o visitante é escoltado pelas águas limpas e esverdeadas que contrastam com o céu azul, com o branco opaco das salinas, com os arbustos verdes do mangue e com as areias cor de creme das dunas. Aliás, caminhar sobre as dunas é algo que vale a pena ser feito. Lá do alto das montanhas de areia, muitas com formatos de meia-lua, é possível avistar o pacato vilarejo e o mar aberto que emoldura e completa a paisagem paradisíaca. Bônus extra para quem visitar as dunas no período de chuvas, entre março e julho: uma lagoa de água cristalina forma-se no meio do areal, evocando na mente dos turistas a imagem de um oásis no meio de um deserto.

A pequena enseada em frente às dunas é uma atração à parte. Depois de uma caminhada nas areias quentes, sob sol escaldante, banhar-se em suas águas é quase inevitável. Você perceberá que, embora seja fácil boiar, é bastante difícil mergulhar e permanecer submerso. Também notará que, ao sair da água, a pele seca rapidamente, e uma fina camada de sal forma-se sobre ela. Tudo isso se deve ao alto grau de salinidade daquele trecho do mar de Galinhos. Não é à toa que há salinas nesse lugar, que abastecem os mercados internacionais.
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De volta à vila, a dica de passeio é um city tour de ‘burro-táxi’. Opte pelo final da tarde, quando a temperatura é mais amena. Peça ao condutor da charrete para assistir ao pôr-do-sol ao lado do cartão postal de Galinhos: o farol. Desse ponto, tem-se a impressão de que o sol está muito próximo da praia, pois seus raios dourados se espalham sobre as águas e abraçam o único ponto de referência dos navegantes que passam por essa bela e pouco visitada região do litoral potiguar.

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