Palmas


Natureza é o grande atrativo da região de Palmas, em Tocantins

É inevitável deixar de comparar Palmas, localizada no norte do Brasil, com outras capitais planejadas do país. Avenidas cortadas por rotatórias e trânsito disperso; sol forte e castigante que esvazia, durante o dia, as calçadas largas das principais vias; ruas com extensos nomes alfanuméricos que costumam confundir quem vem de fora; e concentração de edifícios públicos em uma mesma região.


Qualquer semelhança com Brasília ou Boa Vista não é mera coincidência. É pura questão de planejamento.

Fundada em 1989 como a capital do mais novo estado do Brasil, a caçula brasileira parece não ter tido tempo desde então para se entregar ao setor turístico. Sua preocupação ainda é criar uma história e uma identidade próprias que deem uma cara a essa cidade que, assim como todo o Tocantins, um dia pertencera a Goiás e que surgira como resultado de um antigo movimento separatista encabeçado por um povo insatisfeito com a falta de recursos e investimentos naquele distante norte goiano.

Com mais de 200 mil habitantes, Palmas ainda serve, turisticamente, apenas como porta de entrada para outros atrativos naturais locais como o Deserto do Jalapão ou a vizinha Taquaruçu.

São poucas as atrações locais e basta dar uma volta pela Praça dos Girassóis, no centro da cidade, para o visitante se convencer de que a História ainda permeia a história daquela gente. Considerada uma das maiores praças do País, essa área verde abriga os principais símbolos arquitetônicos de Palmas e possui um piso multicolorido com referências a grupos indígenas do Tocantins, como Apinajé, Khahô e Xambioá.

No centro, localiza-se o Palácio Araguaia, uma área de 14 mil m² que abriga a sede dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o centro geodésico do Brasil e painéis que recontam os principais trechos da história do Brasil e de Tocantins; ao norte, outros órgãos públicos, como a Assembleia Legislativa e o Tribunal de Justiça, a Fonte iluminada, a Praça dos Três Poderes, a Súplica dos Pioneiros e a Cruz do Altar Ecumênico, local onde foi rezada a missa de inauguração da construção de Palmas.

Ao sul, o Memorial Coluna Prestes, uma obra do arquiteto Oscar Niemeyer que homenageia a passagem da Coluna Prestes pela região, e o monumento ‘Os 18 do Forte de Copacabana’, uma referência a um movimento militar de revolta contra o governo da República Velha.

No entanto, seu entorno natural rodeado pela Serra do Lajeado, conhecido também como Serra do Carmo, serve de refúgio para amantes da natureza e moradores mais descolados, como Taquaruçu, distrito a 35 km de Palmas.

Localizada a sudeste da capital tocantinense, essa região serrana possui 80 cachoeiras catalogadas, embora apenas dez delas estejam abertas para visitação. Rapel, tirolesa, escaladas e caminhadas são algumas das opções para os visitantes que gostam de praticar esportes.

De passagem ou para uma visita mais longa, Palmas sempre vai ter alguma história para contar

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